A Sappi e a UPM assinaram acordos vinculativos para criar uma joint venture independente, não cotada e detida em partes iguais, destinada ao setor do papel gráfico.

A operação reunirá o negócio europeu de papéis gráficos da Sappi com a atividade de Communication Papers da UPM na Europa, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

A concretização da operação continua dependente das autorizações regulatórias, da aprovação dos acionistas e do cumprimento de outras condições. As empresas esperam obter as decisões finais até ao final de 2026. A nova sociedade deverá iniciar a atividade após a conclusão formal da transação.

A Sappi irá transferir para a joint venture quatro unidades industriais: Gratkorn, na Áustria; Ehingen, na Alemanha; Maastricht, nos Países Baixos; e Kirkniemi, na Finlândia.

A UPM contribuirá com ativos do negócio Communication Papers localizados em oito unidades industriais. Na Alemanha, a operação abrangerá Augsburg, Schongau e as linhas de papel 1 e 4 da fábrica de Nordland.

Na Finlândia, serão integradas a unidade de Rauma, incluindo a UPM RaumaCell, a fábrica de Kymi, com exclusão da unidade de produção de pasta, e a linha de papel 6 de Jämsänkoski. A joint venture incluirá ainda a fábrica de Caledonian, no Reino Unido, e a unidade de Blandin, nos Estados Unidos.

Participação será repartida em partes iguais

A estrutura proposta prevê uma participação de 50% para cada grupo, permitindo reunir capacidade industrial em vários mercados e concentrar numa empresa autónoma as respetivas operações de papel gráfico abrangidas pelo acordo.

A Sappi enquadra a operação na procura de uma solução para assegurar a viabilidade de longo prazo da sua atividade europeia e preservar a base industrial do setor.

“Estamos muito entusiasmados com o potencial que esta joint venture poderá trazer, caso seja aprovada. Temos procurado uma solução que assegure um futuro rentável a longo prazo para o nosso negócio europeu”, afirmou Steve Binnie, CEO da Sappi Limited. “Esta parceria com a UPM permitirá criar uma empresa focada, reunindo os melhores ativos e profissionais para construir um futuro sólido, assegurar um apoio continuado aos nossos clientes e proteger a base industrial europeia”.

Até à obtenção das aprovações necessárias e ao fecho da transação, as duas empresas continuarão a operar de forma independente. O comunicado não indica a designação futura da joint venture nem os respetivos dados financeiros, volumes de produção ou estrutura de gestão.