A HEIDELBERG iniciou o exercício financeiro de 2026/2027 com um volume de encomendas de 537 milhões de euros no primeiro trimestre, ligeiramente abaixo dos 559 milhões registados no mesmo período do ano anterior, enquanto prossegue uma estratégia de diversificação que inclui aquisições no setor gráfico e entrada nas áreas de armazenamento de energia e defesa.

Em julho de 2026, foram declaradas 163 insolvências de empresas em Portugal, mais 60 do que no mesmo mês do ano anterior, o que corresponde a um aumento homólogo de 58%, segundo a Iberinform. Em sentido contrário, a constituição de novas empresas recuou 21%, para 3.695, menos 999 do que em julho de 2025.

Nos primeiros sete meses do ano, o número de ações de insolvência declaradas aumentou 5,5% face ao mesmo período de 2025. Esta evolução resulta de um crescimento de 2,8% das declarações apresentadas pelas próprias empresas e de 8,2% das insolvências requeridas por terceiros.

Lisboa concentra o maior número de insolvências declaradas no acumulado do ano, com 256 processos, seguida do Porto, com 221, e de Braga, com 138. Face ao período homólogo, Lisboa registou um aumento de 14%, enquanto Porto e Braga apresentaram reduções de 14% e 4,2%, respetivamente.

Entre os distritos e regiões com maiores crescimentos relativos destacam-se Madeira, com uma subida de 117%, Beja e Vila Real, ambos com 100%, Viana do Castelo, com 70%, Angra do Heroísmo e Portalegre, ambos com 50%, e Ponta Delgada, com 33%.

Por setores de atividade, os maiores aumentos no número de insolvências declaradas verificaram-se nas Telecomunicações, com 50%, na Hotelaria e Restauração, com 29%, e em Outros Serviços, com 17%.

Processos encerrados aumentam 18% no acumulado do ano

Os processos de insolvência encerrados também aumentaram. Em julho, o crescimento homólogo foi de 2,4%, enquanto no acumulado dos primeiros sete meses de 2026 a subida atingiu 18%.

Os encerramentos com plano de insolvência cresceram 69%, enquanto as restantes ações encerradas aumentaram 13%.

Porto lidera neste indicador, com 352 processos encerrados, seguido de Lisboa, com 349, e Braga, com 174. Os três distritos registaram aumentos homólogos de 17%, 11% e 8,8%, respetivamente.

Os maiores crescimentos setoriais foram observados nos Transportes, com 46%, no Comércio por Grosso, com 43%, na Hotelaria e Restauração, com 25%, e na Agricultura, Caça e Pesca, com 23%.

Criação de novas empresas abranda

A constituição de empresas apresentou uma evolução inversa. Em julho foram criadas 3.695 empresas, menos 999 do que no mesmo mês de 2025, correspondendo a uma redução de 21%.

No acumulado até julho, Lisboa mantém a liderança, com 10.112 novas empresas, seguida do Porto, com 5.757, e de Setúbal, com 2.619. Os três distritos registaram, contudo, menos constituições do que no mesmo período do ano anterior.

Angra do Heroísmo foi o único distrito a apresentar crescimento, com uma subida de 19%. Entre as maiores descidas encontram-se Madeira, com 25%, Évora, com 24%, Guarda, com 19%, Viana do Castelo, com 17%, e Bragança, com 15%.

Por atividade económica, apenas a Construção e Obras Públicas registou um aumento da criação de empresas, de 5,7%. As maiores reduções ocorreram na Eletricidade, Gás e Água, com 37%, na Agricultura, Caça e Pesca, com 31%, nas Telecomunicações, com 25%, e no Comércio a Retalho, com 17%.