A The Navigator Company aprovou um investimento de cerca de 115 milhões de euros para instalar uma nova máquina de produção de papel Tissue no complexo industrial de Aveiro.

A nova unidade terá capacidade anual de produção de 70 mil toneladas e surge no contexto da expansão internacional do grupo, nomeadamente após a aquisição, em 2024, de uma operação no Reino Unido. O objetivo é abastecer essa unidade de transformação, que atualmente não possui produção própria de bobines, mas tem capacidade para processar cerca de 130 mil toneladas por ano.

Nos últimos anos, a Navigator tem vindo a reforçar a sua presença no mercado de Tissue através de aquisições estratégicas, que permitiram aumentar a escala industrial, diversificar a presença geográfica e fortalecer o posicionamento competitivo do grupo na Europa.

No âmbito desta estratégia, a empresa iniciou em 2025 um estudo de viabilidade para avaliar a instalação de uma nova máquina de Tissue. Após a conclusão da análise, foi tomada a decisão final de investimento no site industrial de Aveiro, já preparado desde a construção da primeira máquina para receber uma segunda linha de produção.

O racional estratégico do projeto passa por reforçar a integração vertical da operação, equilibrando a produção de bobines com as necessidades de transformação da unidade britânica. Esta abordagem permitirá reduzir a dependência de bobines adquiridas no mercado, melhorar a eficiência operacional, aumentar a sustentabilidade do processo produtivo desenvolver produtos mais ajustados às necessidades dos clientes no Reino Unido.

A localização da nova máquina junto da atual TM1 de Aveiro permitirá partilhar infraestruturas e recursos, gerando ganhos de eficiência operacional e otimização de recursos humanos.

Além disso, a integração da pasta no próprio complexo industrial contribui para reduzir impactos ambientais, nomeadamente ao evitar etapas adicionais de secagem e transporte da pasta, bem como necessidades adicionais de fornecimento de vapor. Este modelo de produção tira ainda partido da integração sustentável com a floresta portuguesa.

O início de operação está previsto para março de 2028. O investimento total de 115 milhões de euros será realizado de forma faseada: 48 milhões de euros em 2026, 53 milhões de euros em 2027 e 14 milhões de euros em 2028.

O projeto beneficiará também de apoio ao abrigo do programa Portugal 2030, reforçando o seu enquadramento nas políticas de investimento e competitividade industrial.