A Konica Minolta tem uma nova máquina para a produção digital de etiquetas.

Chama-se AccurioLabel 231 e chega para suceder à 230, mantendo a velocidade máxima de 23,4 metros por minuto, mas mexendo em áreas que, no dia a dia de uma gráfica, podem acabar por pesar tanto ou mais do que a velocidade: controlo da cor, tempo de preparação, desperdício e necessidade de intervenção do operador.

É também mais um passo numa história que começou há dez anos. A Konica Minolta entrou no mercado das etiquetas em 2015 com a bizhub PRESS C71cf. Seguiram-se a AccurioLabel 190, em 2017, a 230, apresentada em 2019, e a AccurioLabel 400, lançada para chegar a produções de maior volume. Desde a AccurioLabel 190, estes sistemas têm sido desenvolvidos em conjunto com a dinamarquesa Grafisk Maskinfabrik (GM).

Entretanto, a base instalada cresceu. A fabricante contabiliza agora cerca de 2.000 equipamentos de etiquetas instalados em todo o mundo desde 2016, 38% dos quais na Europa, 30% nas Américas e 32% na Ásia-Pacífico e restantes mercados. Em 2025, a própria empresa referia ainda pouco mais de 1.700 unidades, o que ajuda a perceber o ritmo recente de crescimento desta área de negócio.

O que muda?

A AccurioLabel 231 continua a trabalhar em CMYK com toner seco e mantém os 23,4 m/min já conhecidos da geração anterior. A resolução, porém, sobe para 1.200 x 2.400 dpi, com alterações na zona de transferência que a Konica Minolta diz melhorarem especialmente os resultados em papéis texturados.

A máquina aceita bobinas até 330 mm de largura e trabalha com papel, PP e PET, sem necessidade de pré-revestimento dos suportes. A área máxima de imagem chega aos 325 mm e o comprimento máximo de impressão, no modo destinado a aplicações mais longas, aos 1.294 mm.  Mas é quando se acrescenta o Intelligent Quality Optimizer IQ-530, opcional, que a nova geração se afasta mais claramente da 230.

O sistema observa durante a produção a estabilidade e o registo da cor e faz correções em tempo real, mesmo quando a máquina está a trabalhar à velocidade máxima. Faz também calibração automática, ajustes de densidade e criação de perfis.

Isto tem consequências bastante concretas. Num dos exemplos apresentados pela Konica Minolta, uma rotina de impressão e medição de cartas de controlo que podia implicar cortar a bobina e voltar a uni-la, num processo indicado como demorando cerca de 16 minutos, passa para aproximadamente um minuto com o IQ-530. É um dado da própria fabricante, mas ajuda a perceber onde esta geração procura ganhar tempo: não tanto a imprimir mais depressa, mas a parar menos.

Há também uma promessa de menor desperdício. A função Automatic Quality Adjustment permite analisar o estado da máquina e efetuar automaticamente os ajustes necessários e, nos testes apresentados pela Konica Minolta, reduziu em cerca de 50% o desperdício de papel associado aos ajustes quando comparada com a AccurioLabel 230.

Correção de cor automática

Com o IQ-530, a AccurioLabel 231 pode realizar trabalhos até 1.600 metros mantendo, de acordo com os parâmetros definidos pela fabricante, uma tolerância Delta E00 até 3. Na apresentação técnica, a Konica Minolta compara este valor com os 300 metros da AccurioLabel 230. Os rolos do desenrolador e rebobinador passam também de 600 para 620 mm de diâmetro.

Há, contudo, um pequeno compromisso técnico, porque o sistema precisa de imprimir patches de cor junto à margem da bobina para efetuar as leituras em tempo real. A largura mínima dessas marcas é de 5 mm quando são colocadas de um único lado. Para compensar esse espaço, a área imprimível da máquina foi aumentada de 320 para 325 mm.

A 231 recebe ainda o novo controlador IC-615, pensado para acelerar o RIP de trabalhos mais complexos e de dados variáveis.

Menos dependência do operador

A automatização também responde a um problema que vai muito para além desta máquina: encontrar pessoas com experiência para operar equipamentos de produção. Na apresentação da AccurioLabel 231, a Konica Minolta coloca lado a lado o aumento da complexidade dos trabalhos e a redução da disponibilidade de profissionais especializados. É neste intervalo que posiciona funções como o controlo automático da cor, calibração e operação guiada.

A componente de software acompanha essa lógica. O AccurioPro Flux com Label Impose permite agrupar e impor trabalhos, trabalhar com PDFs, gerar informação para corte e gerir dados variáveis e códigos de barras. Já o AccurioPro Color Manager 2 trata da linearização, calibração e validação de cor, enquanto o AccurioPro Dashboard recolhe informação dos equipamentos e acompanha a produção.

“Combinando produtividade, automatização e uma qualidade de impressão consistentemente elevada, ajuda os clientes a melhorar o desempenho operacional, reduzir desperdícios e crescer de forma mais rentável”, afirma Masashi Morii, responsável de Industrial Printing Business Development da Konica Minolta Business Solutions Europe.

A AccurioLabel 231 não é muito mais rápida do que a antecessora e na realidade, a velocidade máxima é exatamente a mesma. O ganho procurado está entre um trabalho e o seguinte, nas correções que deixam de ser feitas à mão e nas paragens que podem ser evitadas.