A convergência contínua entre a impressão e as tecnologias de informação está a redefinir o papel do canal. Em 2026, esta transformação deverá acelerar, trazendo consigo, não apenas desafios, mas também oportunidades significativas para parceiros que saibam adaptar-se rapidamente a um mercado em mudança.
Por: Bruno Ribeiro, Iberia Partner Development Manager, Xerox
Bruno RibeiroA convergência contínua entre a impressão e as tecnologias de informação está a redefinir o papel do canal. Em 2026, esta transformação deverá acelerar, trazendo consigo, não apenas desafios, mas também oportunidades significativas para parceiros que saibam adaptar-se rapidamente a um mercado em mudança.
O setor da impressão vive um momento de consolidação. Esta dinâmica está a criar organizações mais equilibradas e competitivas, com portefólios mais amplos, maior escala operacional e capacidades técnicas reforçadas. Para os parceiros, isto traduz-se em mais opções tecnológicas em todos os segmentos, melhores capacidades de serviço, soluções para integração de processos e fluxos de trabalho, e processos comerciais mais simples, fatores essenciais num ambiente de crescente exigência.
Neste contexto, os parceiros mais bem-sucedidos serão aqueles que se alinharem com fornecedores capazes de oferecer amplitude, estabilidade e inovação. As pequenas e médias empresas, em particular, procuram fazer mais com menos. Algo que se verifica, desde a otimização de frotas à redução de custos operacionais e investimento em dispositivos multifuncionais que combinem fiabilidade, segurança e valor. Já não basta fornecer hardware, é fundamental entregar soluções completas.
A inteligência artificial, a automatização e a análise de dados tornaram-se pilares centrais dos serviços geridos. Estas tecnologias permitem manutenção preditiva, maior visibilidade sobre padrões de utilização e ganhos reais de eficiência. Mais do que ferramentas, representam uma oportunidade clara de diferenciação; quem conseguir transformar dados em insights acionáveis estará melhor posicionado para oferecer um suporte mais inteligente e orientado para resultados.
Outro vetor incontornável é a sustentabilidade. Cada vez mais, os clientes esperam soluções que contribuam para a redução do desperdício, a digitalização dos fluxos de trabalho e o cumprimento de metas ESG. Investimentos em design durável, refabricação e renovação de equipamentos, gestão de impressão baseada na cloud e ferramentas para trabalho híbrido estão a criar vias de receita recorrente, enquanto respondem a estas expectativas ambientais e sociais.
O papel do canal está a expandir-se rapidamente. Já não se trata apenas de vender equipamentos, mas de construir relações de longo prazo assentes em serviços, dados e valor acrescentado. Os parceiros que abraçarem esta evolução ao apostar em inovação, qualidade de serviço e modelos de negócio sustentáveis estarão mais bem preparados para prosperar num mercado em transformação.
Olhando para 2026, há motivos para otimismo. O futuro da impressão passa pela integração com o digital, pela inteligência aplicada aos serviços e por um compromisso sério com a sustentabilidade. Para o canal, este é o momento de investir, reinventar-se e construir negócios verdadeiramente preparados para o futuro.