A Smurfit Westrock registou um EBITDA ajustado de 1.172 milhões de dólares no quarto trimestre de 2025, num período que a empresa descreve como marcado por condições de mercado desafiantes.
No conjunto do ano, o grupo destacou a superação das metas de sinergias e a otimização da sua capacidade produtiva como pilares da estratégia.
No quarto trimestre, a empresa registou vendas líquidas de 7.580 milhões de dólares, lucro líquido de 98 milhões de dólares e uma margem líquida de 1,3%. O EBITDA ajustado atingiu 1.172 milhões de dólares, com uma margem de 15,5%. O fluxo de caixa proveniente das atividades operacionais foi de 1.195 milhões de dólares, enquanto o fluxo de caixa livre ajustado se fixou em 679 milhões de dólares. A empresa confirmou ainda o dividendo trimestral previamente anunciado de 0,4523 dólares por ação ordinária, representando um aumento de 5%.
Tony Smurfit, presidente e CEO, afirmou: “É com satisfação que reporto um forte desempenho no quarto trimestre da Smurfit Westrock, num contexto de mercado difícil. Apresentamos, no trimestre, um lucro líquido de 98 milhões de dólares e um EBITDA ajustado de 1.172 milhões de dólares, com uma margem de 15,5%, sustentados por um forte fluxo de caixa operacional de 1.195 milhões de dólares e um fluxo de caixa livre ajustado de 679 milhões de dólares.”
O responsável destacou que, ao longo de 2025, a empresa consolidou as bases da nova organização, superando a meta de sinergias de 400 milhões de dólares previamente assumida. Durante o ano, foram encerradas cerca de 600 mil toneladas de capacidade considerada de elevado custo ou ineficiente, no âmbito de um processo de otimização do portefólio. A empresa reduziu igualmente o número de colaboradores em mais de 3.000, mantendo simultaneamente o investimento em ativos, eficiência operacional e desenvolvimento comercial.
Na América do Norte, o desempenho do trimestre refletiu períodos adicionais de paragem produtiva para equilibrar o sistema e gerir o capital circulante. Segundo o CEO, a transição para um modelo de vendas orientado para valor já começa a traduzir-se numa melhoria do mix de negócio na área de cartão canelado e na conquista de novos contratos. No segmento de consumo, a empresa reconhece constrangimentos de capacidade, sobretudo no SBS, mas considera que o foco na eficiência e na otimização de ativos cria condições para melhorar o desempenho futuro.
Na região EMEA e APAC, a empresa sublinha o contributo de uma plataforma integrada e posições de mercado consolidadas, que permitiram um desempenho considerado sólido. Na América Latina, os resultados refletem a força das posições locais e o impacto positivo de projetos de crescimento já concluídos, sendo a região apontada como uma área de oportunidade significativa.
Tony Smurfit acrescentou: “Em 2025, fizemos progressos significativos na consolidação de uma cultura orientada para o desempenho, na otimização do nosso modelo operacional e no reforço do foco no cliente. Através da qualidade das nossas equipas, bem como da nossa capacidade de inovação e competência em sustentabilidade, estamos cada vez mais confiantes no futuro.”
Relativamente às perspetivas, a empresa antecipa para o primeiro trimestre de 2026 um EBITDA ajustado entre 1,1 mil milhões e 1,2 mil milhões de dólares, e para o conjunto do ano um EBITDA ajustado entre 5,0 mil milhões e 5,3 mil milhões de dólares, apesar do impacto de eventos meteorológicos significativos na América do Norte e na Europa.