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Como a conectividade, a versatilidade e a sustentabilidade continuam a impulsionar o futuro do setor. 

PEDRO FRAGOSO HP
 
Por Pedro Fragoso, HP


Apesar de um ano desafiante e invulgar, os Prestadores de Serviços de Impressão (PSP) provaram ser resistentes a lidar com a mudança das necessidades dos clientes. Nos EUA, por exemplo, houve um aumento de 60% na procura de sinalização relacionada com a COVID-19 nas fases iniciais da pandemia. Olhando para a realidade portuguesa, vários são os exemplos de empresas que souberam reajustar a sua produção a necessidades específicas da pandemia, não perdendo a capacidade de reajustar a sua estratégia à nova dinâmica de negócio. Os PSP tiveram de responder rapidamente, oferecendo tiragens mais curtas, garantindo ao mesmo tempo produtividade e rentabilidade. Os mais avançados na sua viagem de transformação digital estavam bem posicionados, capazes de alavancar tecnologia inovadora para fazer face a rápidas mudanças de rumo, bem como incorporar novos formatos e assegurar uma impressão sustentável.

À medida que emergimos lenta, mas seguramente, da pandemia, agora é uma boa altura para avaliar o impacto a longo prazo destas mudanças, e olhar mais amplamente para a forma como a conectividade, a versatilidade, a sustentabilidade, em particular, moldarão o "próximo normal".


Conectividade

Com a redução e deslocalização da força de trabalho e com as medidas de distanciamento social em vigor, as ferramentas e software remotos tornaram-se indispensáveis para monitorizar o desempenho dos equipamentos sem estar fisicamente no local ou em frente da impressora. Para alguns PSP, esta foi a primeira vez que o poder da impressão digital chegou a casa como um meio de fazer evoluir o seu negócio. Em particular, consideraram as soluções de software como ferramentas para ajudar a permitir um trabalho mais poderoso, adaptável e rentável.

Soluções como a HP PrintOS provaram ser indispensáveis, ajudando os utilizadores a manterem-se a par da produção e ajudando a tomar decisões orientadas para os dados. Mas o software de acesso remoto não é suficiente como ferramenta autónoma - a automatização inteligente é também fundamental. A este respeito, o HP Applications Center ajuda os clientes a integrar facilmente uma ferramenta de pré-visualização de trabalhos de impressão para decoração e sinalização num website, ou o HP Configuration Center para personalizar facilmente os diferentes perfis de substrato em toda uma frota de impressoras. Além disso, as soluções de terceiros podem ser incrivelmente valiosas no fornecimento de um fluxo de trabalho completo e fiável end to end que funciona perfeitamente com hardware de impressão.


Versatilidade

Ser versátil sempre foi valorizado, mas tornou-se primordial para os PSP durante o ano passado. O mercado de impressão nacional sempre primou por essa capacidade. As exigências dos clientes mudaram da noite para o dia, e a necessidade de EPI, máscaras faciais, e sinalização associada aumentou numa quantidade sem precedentes. Os PSP tiveram de se adaptar à procura em mutação e experimentar novos formatos. Nalguns casos, essas alterações suscitaram respostas verdadeiramente originais e diferenciadoras.

Por exemplo, a Paul Bristow, uma empresa gráfica sediada no Reino Unido, pegou numa HP Stitch S300 e utilizou-a para produzir máscaras faciais adornadas com as obras de arte preferidas dos clientes. A Kirkwood Printing, em Wilmington, Massachusetts, com as suas impressoras HP Latex R2000, foi um dos muitos PSPs que se mobilizou para a entrega noturna de sinalização exterior para utilização em centros de testes COVID drive-through.

Os PSP que optaram por experimentar novas tecnologias, diversificar as suas ofertas e adaptar-se à velocidade são os que se mantiveram resistentes ao longo deste período. Alavancar a tecnologia versátil ajudará as empresas de impressão a permanecerem ágeis, a abraçarem novas oportunidades e, em última análise, a ganharem mais negócios.


Sustentabilidade

Por último, mas não menos importante, outro fator importante que os PSP têm de abordar se quiserem continuar a ser competitivos é a sustentabilidade. Com quase 60% dos consumidores finais a querer alterar os seus hábitos de compra numa tentativa de reduzir a sua pegada de carbono, os efeitos serão sentidos em todo o mundo empresarial - com empresas à procura de parceiros que os ajudem a garantir que estão a fornecer produtos e serviços sustentáveis. Entretanto, os regulamentos de segurança ambiental só vão ficar mais rigorosos.

Ser claro e aberto sobre as credenciais de sustentabilidade das suas ofertas de impressão passará rapidamente de uma parte extra "nice to have" para uma parte obrigatória de qualquer negócio. Os OEM podem ajudar os PSP a desenvolver uma oferta mais sustentável para se manterem competitivos no mercado de amanhã. Por exemplo, as tecnologias de impressão de última geração da HP, incluindo a série HP Latex, utilizam tintas à base de água, que produzem impressões inodoras e são capazes de imprimir em suportes amigos do ambiente. Os quatro dispositivos da nova série HP Latex 700 e 800 utilizam a HP Eco Carton, um cartucho fabricado com material de cartão que reduz as emissões de carbono em 60% e o uso de plástico em 80% em relação aos cartuchos Látex anteriores. Estes cartuchos começam também a ser utilizados noutras famílias de produto, como as HP Pagewide XL.

Outros programas, como HP Planet Partners, que procede à recolha gratuita de tinteiros e materiais de impressão para reciclagem, vêm a sua importância reforçada no mercado nacional.

Tem sido certamente um ano desafiante para todos no sector da impressão de grande formato. Os PSP tiveram de reequipar e reimaginar os seus modelos de negócio a um ritmo acelerado para se manterem a par de um mercado imprevisível. Mas ao compreender como estas mudanças se têm processado, e o que isto significa para o futuro, os players no mercado de grande formato podem estar bem preparados para prosperar nos próximos anos.