O mercado português do livro atingiu 218 milhões de euros em 2025, mais 17% do que em 2023, mantendo o livro impresso uma posição claramente dominante.
Os dados foram apresentados pela APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros durante a 4.ª edição do BOOK 2.0, realizada a 15 e 16 de setembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
O estudo “Hábitos de Compra e Leitura em Portugal”, desenvolvido pela Nielsen | GfK, revela que 92% dos leitores continuam a preferir o suporte físico e que 95% dos compradores adquiriram livros impressos. Em 2025 foram vendidos 14,9 milhões de exemplares, contra 14 milhões em 2024 e 13,2 milhões em 2023. O mercado registou ainda 150 mil referências comercializadas e 23.683 novos ISBN.
Outro dado animador é o de que aumentou o número de leitores. Em 2025, 78% dos portugueses com 15 ou mais anos afirmaram ter lido pelo menos um livro, face a 76% no ano anterior e 73% em 2023. Cada leitor contabilizou, em média, oito livros ao longo do ano.
O crescimento do digital não está, para já, a substituir o papel. A compra de livros digitais passou de 10% em 2023 para 19% em 2025 e 22% dos portugueses utilizam atualmente este formato. Os dados mostram, contudo, uma evolução menos expressiva na compra: 62% dos portugueses adquiriram pelo menos um livro em 2025, ainda abaixo dos 65% registados em 2023, enquanto 18% afirmam ler sem comprar.
O BOOK 2.0 reuniu durante dois dias profissionais do setor editorial, autores, especialistas e decisores para discutir o futuro do livro e da leitura, numa edição marcada também pelo debate sobre inteligência artificial, educação, direitos de autor e novas formas de consumo de conteúdos.