A Prusa Research alargou a gama de filamentos técnicos com o Prusament PA11 Natural, um nylon sem fibras destinado à produção de engrenagens, mecanismos móveis, componentes para exterior e outras peças sujeitas a cargas repetidas, flexões ou impactos.

O material é comercializado em bobinas de 800 gramas por 104,99 dólares, o equivalente a cerca de 92,19 euros. O preço por quilograma ronda os 132 dólares, aproximadamente 115,90 euros.

O Prusament PA11 Natural é produzido em filamento de 1,75 mm e apresenta uma tonalidade translúcida entre o branco e o amarelo. A Prusa admite acrescentar outras cores à gama, embora não tenha indicado um calendário.

O novo filamento deriva do desenvolvimento do Prusament PA11 Carbon Fiber, lançado em 2022, mas não incorpora fibras de carbono. Esta composição torna-o menos rígido e mais suscetível a deformações durante a impressão, exigindo a utilização de um equipamento fechado. Em contrapartida, proporciona maior adesão entre as camadas.

A Prusa destaca um coeficiente de anisotropia da resistência à tração de 0,84. Este indicador mede a uniformidade com que uma peça impressa suporta forças aplicadas em diferentes direções. Quanto mais próximo o valor estiver de 1, menor será a diferença de resistência entre os eixos da impressão.

As peças produzidas por modelação por deposição fundida são habitualmente mais frágeis nas ligações entre camadas. Na comparação apresentada pela fabricante, o PLA High Speed regista um coeficiente de 0,60, enquanto o PLA convencional e o PC Blend ficam ambos nos 0,33.

Matéria-prima proveniente do óleo de rícino

Ao contrário de outros nylons, como o PA12, o PA11 é produzido a partir de uma matéria-prima renovável proveniente do óleo de rícino. O polímero é utilizado sobretudo em processos industriais de impressão 3D em leito de pó, como a sinterização seletiva por laser, mas permanece menos comum no formato de filamento para equipamentos FDM.

A combinação de baixo atrito e resistência ao desgaste destina o material à produção de engrenagens, rolamentos, buchas, mecanismos deslizantes, componentes automóveis e peças para utilização no exterior.

A Prusa indica ainda resistência à radiação ultravioleta e ao contacto com substâncias como álcoois, acetona, óleo de motor, gasolina e gasóleo. A compatibilidade deverá, contudo, ser avaliada em função do produto químico, da temperatura e do tempo de exposição previstos para cada aplicação.

A temperatura de deflexão térmica indicada é de 58,7 °C sob uma carga de 1,8 MPa e de 122,5 °C quando o ensaio é realizado a 0,45 MPa.

Impressão exige câmara fechada e secagem prévia

A impressão do PA11 Natural requer uma temperatura de bico de 275 ± 10 °C, mesa aquecida a 100 ± 10 °C e câmara a 55 ± 5 °C. Os perfis disponibilizados no PrusaSlicer abrangem, numa primeira fase, as impressoras Core One+, Core One L e Pro HT90.

Como o material não contém fibras abrasivas, pode ser utilizado com um bico de latão convencional. A fabricante recomenda, no entanto, uma placa de impressão dedicada a PA Nylon, sobretudo na produção de peças de maiores dimensões.

O filamento absorve humidade do ar, pelo que deverá ser seco a 90 °C durante seis a oito horas antes da utilização e posteriormente guardado numa caixa de armazenamento com controlo de humidade.

A impressão deve decorrer num equipamento fechado com filtragem de ar ou, na ausência deste sistema, num espaço bem ventilado. Cada bobina integra ainda uma etiqueta NFC baseada na norma OpenPrintTag, através da qual é possível consultar informação sobre o material na aplicação móvel da Prusa.