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Um estudo, comissionado pela Xerox, revela que 82% dos trabalhadores deverão voltar ao escritório num prazo de 12 a 18 meses. O relatório “Future of Work” revela ainda que34% dos decisores de TI estão a conceber projetos para acelerar a transformação digital das organizações.

José Esfola, Diretor Geral da Xerox Portugal, comenta: “Embora não haja dúvida de que a pandemia do COVID-19 mudou a forma como trabalhamos, a nossa pesquisa descobriu que, com o tempo, muitas empresas pretendem ter a maioria dos colaboradores de volta ao ambiente de escritório. Isto porque consideram que existem vários benefícios, incluindo a melhoria da comunicação e maior velocidade na tomada de decisões”.

Jose EsfolaJosé Esfola

A preparação do regresso ao local de trabalho tradicional passa, por exemplo, pelo investimento em novos recursos e ferramentas, para uma forma de trabalha híbrida, entre presença física e teletrabalho, estando previsto um aumento de 56% nos orçamentos de tecnologia.

Os desafios causados pela imposição repentina do trabalho remoto foram a falta de preparação tecnológica (referido por 72%), a quebra da comunicação entre equipas/colaboradores (26%) e a dificuldade em manter o foco (25%).

“Ao mesmo tempo, a saída repentina do local de trabalho físico e a passagem para o teletrabalho expuseram lacunas tecnológicas que exigem investimentos novos ou adicionais nos próximos meses”, conclui José Esfola.

Teletrabalho veio para ficar, mas não substitui o tradicional

 Cerca de 33% dos entrevistados afirmaram que antes da imposição do trabalho em casa, a segurança e a privacidade da rede/dados eram a maior preocupação com uma força de trabalho remota e 24% indicaram ser a produtividade dos colaboradores que os preocupava. Para 16% o maior desafio era a infraestrutura tecnológica.

Os dados indicam que 95% dos entrevistados diz que a comunicação pessoal é importante para o desenvolvimento pessoal e para o desenvolvimento de talentos. Logo, acreditam que o trabalho remoto não substituirá o trabalho realizado no local de trabalho mais tradicional.

Future of Work Xerox

Cerca de 58% dos decisores de TI estão a planear mudar as políticas de teletrabalho e programando para apoiarem uma força de trabalho híbrida (num misto de teletrabalho e de trabalho no escritório).

Desafios tecnológicos

Apenas 28% das empresas estava preparada para o teletrabalho e 29% referiram a tecnologia como o maior desafio. 35% dos entrevistados tiveram dificuldades com o suporte remoto de TI, 26% indicaram que a dificuldade maior foi ter as soluções inadequadas de fluxo de trabalho, 22% apontaram não ter as ferramentas de comunicação e colaboração necessárias e 10% concluíram que não ter soluções baseadas na cloud para acesso à informação e o trabalho colaborativo.

Investimentos necessários

O estudo realizado revelou que 85% dos líderes ou decisores de negócios perderam o acesso ao uso das suas impressoras de escritório tornando visível a necessidade de investir em novas tecnologias capacitadas com recursos adicionais.

A relevância da utilização da cloud tomou igualmente um novo impulso com 65% das empresas a colocarem essas soluções nas prioridades dos investimentos, com destaque para o software de colaboração (52%).


Hardware como laptops e impressoras serão alvo de outra avaliação importante pois as empresas consideram-nas ferramentas essenciais quando se trata de tecnologia, produtividade e experiência geral de trabalho.

O estudo completo está disponível aqui

 

Metodologia

A pesquisa foi realizada a 600 entrevistados localizados nos EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha e França e foi realizada pela empresa de pesquisa independente Vanson Bourne em maio de 2020. Os entrevistados são decisores de TI de organizações com pelo menos 500 funcionários de vários setores de atividade.