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Portucel Soporcel: volume de negócios cresce 2,5%

portucel setubal
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A Portucel Soporcel atingiu, nos primeiros nove meses de 2013, um volume de negócios de € 1 137,2 milhões, traduzindo um crescimento de 2,5% em relação a 2012. Este desempenho deve-se essencialmente à evolução favorável do negócio de pasta, assim como ao incremento do negócio de energia.
No negócio do papel de impressão e escrita não revestido (UWF), as condições nos principais mercados do grupo permanecem difíceis, já que a débil situação económica e a manutenção dos elevados índices de desemprego continuam a reflectir-se no negócio. Verificou-se um decréscimo de cerca de 1% no volume de vendas de papel, o que, conjugado com um decréscimo de cerca de 3% no preço médio de venda do grupo, resultou numa redução aproximada de 4% no valor das vendas de UWF, nos primeiros nove meses de 2013. A redução no preço médio resultou essencialmente de três factores: a deterioração do preço de referência no mercado Europeu e Norte-americano (o índice do mercado Europeu recuou 1,4% face a período homólogo e o dos Estados Unidos 4%), a variação cambial e o peso acrescido dos mercados de fora da Europa no mix de vendas do Grupo.
O mercado da pasta branqueada de eucalipto (BEKP) tem-se mantido sustentado ao longo do ano, tendo o grupo registado um bom desempenho, quer ao nível dos volumes vendidos quer no que respeita aos preços. Deste modo, o volume cresceu cerca de 26%, resultante do excelente desempenho produtivo e da redução de stocks. O preço médio de venda ficou ligeiramente abaixo do verificado no período homólogo, tendo o índice de referência do PIX, FOEX BHKP em euros, registado um acréscimo de cerca de 4%.
Na área de energia, a produção bruta de energia eléctrica situou-se em cerca de 1.750 GWh, o que representa um incremento de mais de 23%. Tal como já referido, este valor não é comparável com o do ano anterior, já que inclui a produção da Soporgen. As vendas de energia totalizaram cerca de 1.600 GWh tendo o seu valor sido afectado negativamente pela redução na tarifa da cogeração da fábrica de Cacia, fruto das reduções já concretizadas pelo Governo nos preços de energia a partir de biomassa. Os custos registaram um aumento material nos primeiros nove meses de 2013, devido em grande medida à consolidação integral da Soporgen nas contas, que se reflectiu principalmente nos custos com o gás natural. Também se verificou um acréscimo nos custos de aquisição de madeira e de electricidade. Por outro lado, registou-se uma evolução favorável dos custos com pessoal.
Neste cenário, o EBITDA consolidado foi de € 260,1 milhões, o que representa uma redução de 8,0% relativamente a igual período do ano anterior e traduz uma margem EBITDA / Vendas de 22,9%, inferior em 2,6 pontos percentuais à registada no ano anterior. Os resultados operacionais situaram-se em € 183,7 milhões, menos 13,9% que no ano anterior. Importa, no entanto, referir que os resultados operacionais nos primeiros nove meses de 2012 foram positivamente influenciados pela reversão de provisões num montante de cerca de € 9,5 milhões. Os resultados financeiros foram negativos em € 15,7 milhões, comparando com um valor também negativo de € 12,9 milhões em 2012. O agravamento dos resultados financeiros deve-se em grande medida ao aumento da dívida bruta, para garantir uma flexibilidade financeira adequada, através da manutenção de elevados níveis de liquidez, e à diminuição da taxa de remuneração da liquidez excedentária. O resultado líquido consolidado do período situou-se em € 149,7 milhões, menos 6,5% que no período homólogo do ano anterior, positivamente impactado pela reversão de provisões de cariz fiscal e pelo reconhecimento de incentivos fiscais, apesar de se manter uma taxa efectiva de imposto corrente de cerca de 23%.