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SEPC 2018: Países do sul da Europa discutem impressão em Lisboa

Os representantes das associações de Portugal, Espanha, França e Itália

Lisboa foi, durante dois dias, o coração de quatro países do sul da Europa, que se reuniram para partilhar experiências e conhecimento na área da impressão. O Hotel Fénix, no Marquês do Pombal, recebeu delegações associadas da FESPA, de Espanha, França e Itália, que se juntaram à apigraf para a realização do Southern European Print Congress 2018.


“Tentámos e conseguimos trazer para Lisboa um evento que começou há quatro anos em Barcelona e que tem como objetivo reunir pessoas dos quatro países do sul da Europa – Espanha, França, Itália e também Portugal – através das suas associações que são membros da Fespa. É claro que faria todo o sentido que nós o organizássemos também, uma vez que [o evento] já passou por Barcelona, Milão e Lyon”, explica Pedro Santos, administrador da OCYAN e Vice-presidente da Direção Executiva Nacional da associação.

Lorenz Boegli do Atelier Fur Siebdruck


Pela tarde de segunda-feira, dia 18, e manhã de terça-feira, dia 19, espalharam-se as diferentes intervenções de oradores dos diferentes países. Além das apresentações institucionais por parte dos patrocinadores Gold do evento – Sign-Tronic, Zünd, Emetrês, Massivit, InprintOut, DigitalHires e Inca – foi possível conhecer a realidade de empresas que operam nas áreas da impressão e comunicação digital e serigrafia. Falamos da ColorAdd, da Synia, da Pinkplate, da Maggioni Serigrafia, da Kendu Retail, do Atelier fuer Siebdruck, da Pozzoli, da Bulhosas (Irmãos), da Vinylcolor Digital e da Resosign.

Alberto Bulhosa falou sobre inovações em rotulagem desenvolvidas pela Bulhosas (Irmãos)

O congresso contou com cerca de 90 inscritos, ultrapassando as expetativas e colocando o evento de Lisboa como um dos mais bem-sucedidos do ciclo. “O desafio é tentar fazer melhor, tentar fazer diferente e penso que estamos a conseguir. A nível de participações é o evento que tem mais gente a participar e a assistir, o que nos enche de satisfação e orgulho. O objetivo é sempre o mesmo: criar networking, proporcionar aprendizagem, estimular a relação entre pessoas, perceber o que há de novo na indústria (falando num nicho muito particular da impressão digital e da serigrafia). É esta a nossa motivação”, explica Pedro Santos.

José Manuel Lopes de Castro, presidente da apigraf


Em breve, as quatro associações irão conversar e decidir se o modelo da conferência é para continuar ou se farão algo diferente. A decisão ainda não está tomada, mas José Manuel Lopes de Castro, administrador da Norprint e presidente da apigraf, acredita que será para manter: “Este modelo, sendo o quarto encontro, está conseguido e consolidado. A apigraf tudo fará para levar uma boa representação ao próximo, como prova de como estamos, de alma e coração, com este tipo de eventos”.

 

Uma rede pan-europeia para a produção e instalação de comunicação em grandes formatos

Jesús Dura

Antes de terminar o congresso, Jesús Dura, da VinylColor Digital (Espanha) e Rémy Falaize, da Resosign (França), deixaram um convite às empresas presentes, para que se juntem na criação de uma rede pan-europeia de produção e montagem de impressão de grandes formatos e soluções de comunicação visual. O objetivo é conseguir que os clientes possam optar por, por exemplo, fazer alterações de imagem das suas superfícies comerciais ou frotas, em toda a Europa, ao mesmo tempo. “Isso não significa perder a autonomia, mas ser o ator principal num mercado cada vez mais dinâmico e servir melhor o cliente", diz Jesús Dura. Rémy Falaize acrescentou: “Não falamos a mesma língua, mas compreendemos a mesma linguagem!”.

O associativismo

Numa época em que o associativismo passa por uma fase menos feliz, Pedro Santos espera também que o Southern European Print Congress ajude a atrair outras empresas para uma vida associativa e de colaboração: “O associativismo está a passar uma má fase e obviamente há a intenção de criar ruído, no bom sentido, para que vejam que a apigraf está associada a grandes eventos e com uma relação com outros países através de uma organização como a FESPA. Ao fim do dia, se isso vai motivar as pessoas para fazer parte da associação é cedo para dizer. Mas, se não fizermos nada, aí é que ninguém se vai associar a nós”. A associação acredita que se trata de um nicho com potencial e espera conseguir que outras empresas explorem os benefícios de se tornarem associadas da apigraf.