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The Navigator Company aumenta volume de negócios em 4,4%

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Resultados do primeiro semestre
Resultados do primeiro semestre

Resultados do primeiro semestre
No primeiro semestre de 2017, The Navigator Company registou um aumento de 4,4% no volume de negócios, para um valor de € 812,6 milhões. As vendas de pasta cresceram cerca de 41%, atingindo mais de 182 mil toneladas, impulsionadas pela forte procura e pela maior disponibilidade de pasta para mercado, verificada na fábrica de Cacia relativamente ao primeiro semestre de 2016.

O negócio de papel ficou também marcado pela melhoria progressiva das condições de mercado, com um fortalecimento significativo de encomendas na Europa. O grupo implementou dois aumentos de preços ao longo do semestre, registando uma melhoria nos seus preços médios entre Dezembro de 2016 e Junho de 2017 de cerca de 3,3%.

O volume de vendas totalizou 772 mil toneladas de papel UWF, aumentando significativamente as vendas entre o primeiro e o segundo trimestre e ficando em linha com o volume de vendas no primeiro semestre de 2016. Em termos de valor, as vendas de papel situaram-se em € 584,2 milhões, que comparam com € 604,3 milhões no semestre homólogo. Houve uma melhoria registada no mix de produtos vendidos, tendo as vendas do segmento premium aumentado 2,4% em termos homólogos.
 
As vendas de tissue evoluíram favoravelmente, aumentando 15,6% em volume, para cerca de 28 mil toneladas, tirando partido da expansão de capacidade de produção e transformação ocorrida ao longo de 2015. O aumento das quantidades vendidas, conjugado com um ligeiro decréscimo no preço médio de venda, traduziu-se num valor de vendas de tissue de € 37,1 milhões, (+13,0%).
 

No primeiro semestre de 2017, o valor das vendas de energia eléctrica registou um aumento de 23% face ao primeiro semestre de 2016, refletindo o normal regime de operação das cogerações renováveis de Cacia e Setúbal.


A produção bruta total de energia elétrica registou um aumento de 8,7% no primeiro semestre de 2017 face a igual período em 2016, com destaque para o aumento de produção da cogeração renovável da fábrica de pasta de Cacia (+44,8%) e da cogeração renovável da fábrica de pasta de Setúbal (+52,3%).


As centrais termoeléctricas a biomassa de Cacia e Setúbal, exclusivamente dedicadas à venda de energia elétrica à rede nacional, registaram também um bom desempenho, com um aumento de produção bruta de 6,5% e 9,1%, respectivamente.


Na sua atividade de produção de pellets nos Estados Unidos, o grupo registou em 2017 as suas primeiras vendas, tendo atingido um volume de 65 mil toneladas até ao final do primeiro semestre, com um valor de vendas de cerca de € 7,4 milhões.

A fábrica encontra-se ainda em fase de arranque, tendo encontrado alguns problemas iniciais na produção e comercialização das pellets. O grupo decidiu reconhecer estes impactos nas suas contas durante o primeiro semestre de atividade e contabilizou um montante de cerca de € 2,0 milhões em custos não recorrentes e extraordinários, sendo que a contribuição deste negócio para o EBITDA é ainda negativa.


O EBITDA registado situou-se em € 198,4 milhões, 1,6% acima do valor registado no ano anterior e refletindo uma margem EBITDA/Vendas de 24,4%. Ao longo do semestre, o Grupo continuou a trabalhar na redução global dos seus custos e no aumento de produtividade.


O número de iniciativas agregadas no programa M2 foi aumentado e foi possível reduzir diversas rúbricas de custos, com um impacto estimado no EBITDA de cerca de € 10 milhões. Destacam-se os impactos positivos das iniciativas nas compras de energia (€ 1,9 milhões), compras de embalagens (€ 1,5 milhões) e na logística de expedição (€ 0,8 milhões).


Relativamente à evolução do custo da matéria-prima, o grupo registou uma melhoria no valor global do custo de produção, possibilitada pela redução no custo médio de aquisição de madeira, que compensou a deterioração verificada no consumo específico, devido à utilização de madeira proveniente de origens com menor performance industrial.

Relativamente aos resultados financeiros registados no semestre, estes evoluíram positivamente, reduzindo-se de - € 13,5 milhões no primeiro semestre de 2016 para -€ 8.3 milhões no primeiro semestre de 2017.

A evolução positiva deve-se essencialmente à redução significativa dos custos com financiamentos, tendo os juros suportados diminuído cerca de € 4,0 milhões, em resultado da reestruturação e contratação de novos financiamentos. A evolução dos resultados financeiros é também afetada por efeitos não recorrentes verificados em 2016 nomeadamente o custo do exercício da opção de reembolso antecipado do empréstimo obrigacionista e a reversão de juros associados a contingências fiscais.

Os resultados líquidos foram de € 96,0 milhões, e comparam com um resultado líquido de € 85,5 milhões no primeiro semestre de 2016.

No final do semestre, a dívida líquida do grupo situava-se em € 737,9 milhões, o que representa um aumento de € 97,2 milhões em relação ao final do ano de 2016, essencialmente em resultado do pagamento de dividendos no montante de € 170 milhões em junho. O Cash Flow livre gerado no período foi de € 72,8 milhões, e compara com € 31,3 milhões no semestre homólogo por efeito do menor investimento.
 
O rácio Dívida Líquida / EBITDA situa-se em 1,84, o que representa um ligeiro aumento face ao valor de 1,61 verificado no final de 2016, ainda que inferior ao rácio de 2,0 registado no período homólogo.

Em termos de impacto dos incêndios florestais ocorridos em Junho nos concelhos de Pedrógão Grande, Góis e Sertã, as estimativas apontam para uma dimensão da área ardida de cerca de 50 mil hectares, situando-se em cerca de 800 hectares a área ardida da Navigator. Embora o impacto directo deste incêndio nas matas do grupo tenha sido reduzido, vários fornecedores nacionais foram afetados, sendo ainda difícil estimar o possível impacto destes incêndios em anos futuros. De qualquer forma, não se antecipam neste momento quaisquer riscos no fornecimento de madeira às unidades fabris do Grupo.