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Atualizado a 26 Aug, 2019

Regulamentação e tendências levam fabricantes a "repensar as tintas"

Gota preta em prato de tinta

O contexto regulamentar relativo às tintas utilizadas na codificação e marcação de produtos e embalagens está a mudar e traz desafios significativos para os fabricantes nos mais diversos setores.

Embora muitos saibam que as tintas que entram em contacto com os alimentos são alvo de regulamentações apertadas, existe um nível de controlo semelhante para o seu tratamento e utilização na maior parte dos outros setores de fabrico.

"As alterações às classificações e à regulamentação de segurança e ambientais das tintas utilizadas na codificação e marcação de produtos, juntamente com as novas tendências de design e materiais de embalagens, criam preocupações aos fabricantes dos mais diversos setores. O segredo está na inovação interna das tintas", afirma Josie Harries, gestora de desenvolvimento de tintas da Domino.

A conceção das tintas engloba fórmulas complexas com vários compostos diferentes que são individualmente selecionados por formuladores, para conferir um determinado desempenho.

Ocasionalmente, ocorre a reclassificação dos "ingredientes" das tintas, o que pode ter consequências significativas na disponibilidade das mesmas, porque um componente pode já não ser adequado para utilização ou porque uma reclassificação mais restritiva conduz a uma procura para obter opções alternativas.

Muitas vezes não é tão simples como trocar um componente por outro, uma vez que tal pode ter um impacto significativo no desempenho da tinta, nomeadamente na legibilidade e durabilidade do código, na eficiência da impressora, na frequência de limpeza do nozzle, entre outros, o que pode ter impacto na qualidade do produto e na fiabilidade da produção.

Se as matérias-primas ficarem indisponíveis devido a problemas na cadeia de abastecimento ou à reclassificação, tal poderá resultar numa falta de fornecimento de tinta e consequente incapacidade de codificação. Desta forma, a situação pode traduzir-se em paragens dispendiosas da produção, obrigando os fabricantes a procurarem soluções de codificação alternativas.

Nos casos em que é utilizada uma superfície, uma embalagem específica ou quando são necessárias características de desempenho especiais, a busca por novas soluções de codificação pode ser demorada e cara.

"Pode parecer surpreendente para quem está fora do setor da codificação que algo tão inócuo possa ter um impacto tão significativo na produtividade, nos lucros e no cumprimento contratual. É por isso que na Domino reconhecemos a importância de desenvolvermos tintas com versatilidade no que diz respeito aos processos da cadeia de abastecimento", afirma Harries.

As tendências

A embalagem dos produtos está em constante evolução e isso tem impacto na forma como as tintas existentes se adequam e inovam. As tendências atuais incluem um foco crescente do consumidor na diminuição de embalagens descartáveis, o que acelerou a introdução de mais embalagens sustentáveis — alternativas ao plástico — e uma passagem para produtos que podem operar numa economia circular, eliminando o desperdício.

Por exemplo, muitos procuram uma tinta que dure toda a vida útil do produto, mas que também possa ser eliminada se o produto for reciclado. É um processo que pode ser bastante desafiante, mas as equipas de tintas estão atualmente focadas em soluções inovadoras para tintas sustentáveis e ecológicas, bem como no desenvolvimento de designs de validação de conceito para verificar de que forma é possível reduzir a pegada ambiental das tintas. 

Outra tendência é a tentativa de melhorar a integridade do produto, no sentido de salvaguardar a confiança do consumidor na cadeia de abastecimento. Existe a expectativa de que todos os envolvidos na produção, no processamento, no transporte e no marketing de produtos fazem tudo o que é razoável para evitar problemas e garantir a segurança do consumidor.