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Apigraf reage a declarações de Magno

JoseConstancio2A apigraf, associação que representa em Portugal as empresas gráficas, de comunicação visual e transformadoras do papel, reagiu às declarações proferidas pelo presidente da ERC, Carlos Magno, à margem da conferência “Motores de busca – o seu a seu dono”, , em que este último afirmou que se corre o risco de não se ter jornais impressos em papel dentro de meses em Portugal devido a problemas sérios no setor gráfico.
A apigraf declarou que o setor gráfico em Portugal é constituído por empresas com recursos humanos, tecnológicos e capacidade de produção ao nível do que melhor existe na Europa. “Naturalmente que o setor que a apigraf representa não é alheio à crise que o país atravessa e que a redução das tiragens e de número de publicações em circulação tem afetado as empresas que representamos”, refere José Augusto Constâncio; “no entanto, apesar de algumas estarem em maiores dificuldades do que outras, existem empresas com capacidade de resposta instalada para imprimirem os jornais e revistas que se editam” e acrescenta: “não entendemos assim o alcance da declaração do senhor Presidente da ERC”.
“Não é pela eventual situação financeira menos saudável que o setor atravessa, à semelhança de muitos outros que constituem a nossa economia, que vão deixar de ser impressos jornais ou revistas”, conclui o presidente da associação.
Recorde-se que este é um setor com um peso significativo na economia nacional, que representa no seu conjunto cerca de 1,8% do PIB, emprega mais de 20.000 trabalhadores e gera anualmente um volume de negócios de 1.248 milhões de euros.